terça-feira, 28 de abril de 2009

estaremos nas MídiAs de VER e de OUVIR!!

terça-feira, 28 de abril: Programa CAmArote
TV Com às 21h
Reprise na quarta-feira, 13h30

quarta-feira, 29 de abril: Programa HisTórias MuSicais
Rádio Universidade 1080 AM Estéreo às 21h

quinta-feira, 30 de abril: Programa Blá blá blá
Rádio Unisinos FM 130,3 às 13h

carina carinho

uno pió regalo de la bionda carina...

amigos e imagens...

presente de Dudu
http://www.myspace.com/duduessarts




presente de Carina
http://carina-sehn.blogspot.com/

Arlete Cunha esteve na platéia!!! e mandou um bilhete lindo:

Bem... ainda estou - e ficarei - emaranhaaaada nos fios suavesss e cruuuuéis da rósea(-)azulada mãe d'água que... brotou no aquário...no meu aquário.
Médico e Monstro.
Um não sei tanto de sensações emotivas.
Sentimentos tornando-se sensíveis. Estupefação. Angustiagonia... sufoco, saudade, pedra, boca amarrada, cara disforme, vontade de ser, de não ser, lembranças doídas, doidas, boas tbém, água, mar, ventre, alegria, internete.....bábábá.
Isso tudo porque estive numa pequena sala vivendo um grande teatro. E viva Artaud! E vivas a todos vocês!
Obrigado.
Beijos
Arlete

quando 2 corações....



quando dois corações se amam de verdade,
não pode haver no mundo maior felicidade.
tudo é alegria, tudo é ilusão,
que bom que não seria se eu tivesse um amor

(Jards Macalé e Waly Salomão)

domingo, 26 de abril de 2009

CamiLLe

GabY BenedYct indica Teresa no site da AZUL Galeria

TERESA E O AQUÁRIO

Foto de Marcos Nagelstein

A AZUL faz questão de divulgar coisas que possam enriquecer o repertório artístico de seu público. Esse é justamente o caso de Teresa e o Aquário, espetáculo completamente multimídia que está em cartaz na Sala Álvaro Moreira, ali no Atelier Livre da Prefeitura em frente à Zero Hora, aos finais de semana até dia 10 de maio.

Rapidinho pra te mostrar o quanto é importante de ver este espetáculo:

Os atores Sissi Venturin e Lisandro Bellotto, em completo equilíbrio de atuações competentes e completamente entregues aos personagens, contracenam com muitas imagens de alta definição projetadas num telão (multimídia de Bruno Barreto), inclusive deles mesmos em tempo real, e múltiplos objetos de efeitos cenográficos. A música instrumental é feita na hora e ao vivo pelo músico Roger Canal, a iluminação é dinâmica e atenta pelas mãos de Liliane Vieira, e tudo isso orquestra-se sob a direção inspirada, original, bem fundamentada e audaciosa de João Ricardo, que muito antes de ser diretor é ator e criador de performance, de arte e teatro.

É de ficar de boca aberta pelo impacto de atuações e imagens; arrepiado na nuca pela imersão compulsória num universo sensorial. É uma união de armadilhas inescapáveis não somente ao olhar, mas também de uma experiência estética e sensível que toma o espectador de dentro pra fora.

Linguagem sensorial contemporânea, transdiciplinariedade plástica/dramática, atuações fortes como um soco no estômago ou o canto de uma sereia, é simplesmente imperdível e eu juro que não diria isso se não fosse, aliás, normalmente não falo de teatro aqui, mas o conceito artístico deste espetáculo é tão forte que se tornou imprescindível a indicação.

Então, não espere que eles saiam em merecida turnê internacional, não deixe pra alguma futura temporada, vá ver o quanto antes e faça esse favor aos seus próprios sentidos. E tem somente mais 3 finais de semana, aproveite.

Eu, Gaby Benedyct/AZUL, assino embaixo.

Mais informações, acesse: http://www.teresaeoaquario.blogspot.com/

Acesse aqui o site da Azul Galeria

sábado, 25 de abril de 2009

Comentário da MAriana MEssias! =D

Falar de amor é tipo filosofia de futebol. Eu fujo correndo chorando e gritando NÃO, SOCORRO, JASON ESTÁ ATRÁS DE MIM! Mas, vez por outra, surge um Scolari e eu me sento num banquinho pra ouvir as sábias palavras do mestre e ponderar.

Dia 10 de abril eu sentei em um banquinho e vi Teresa e o Aquário, nova peça do João Ricardo e da Cia de Espaço em Branco. O banquinho foi metafórico, siliga.

Meu problema com falar de amor não é que não acredite em amor per se, é que não acredito em falar de amor, mesmo. Atribuir um sentido universal ao que está longe de ser universal é besteira, me cansa, me envelhece, me abate e me amargura.

Eu sei que sempre cito o Corsinho, mas o negócio é que paro de citar quando achar que entrou na cabeça de todo mundo, logo: Vocês precisam sentir, é lindo sentir. E, veja bem, eu sinto muito. Nós, pessoas cheias de sentimentos mas que não nos portamos como melancólicos donos do pathos Los Hermanos, somos um tipo de rato. Nossa presença não pega bem em sociedade, todos disfarçam que existimos e nosso comportamento é considerado insalubre, entre outras coisas. O mundo é dos micareteiros ideológicos e dos sofridinhos por estilo.

O lance é que viver em paz com o fato de que eu gosto de ter sentimentos docinhos, não os nego, tento não fugir deles correndo, não chegou a ser um dilema quando eu sentei no meu banquinho pra assistir Teresa e o Aquário, que não é exatamente sobre sentimentos docinhos, como eu vejo.

Talvez porque o caminho dos sentimentos docinhos seja trabalho longo e árduo, ie, cheio de sentimentinhos confusos, chatos, egoístas. Mas vá, o caminho de uma pele boa inclui dois tipos de sabonete, adstringente, três cremes e eu faço isso mesmo assim, né. Cada um sabe o valor de sua busca. Hshshshs.

Além do mais, a trilha ao vivo do Roger Canal, que era da SOL, arrasa em trompeteiras quase sacras.

E eu acho que minhas incautas palavras não chegam perto de honrar a meta desse post, mas eu queria mesmo avisar vocês que vale a pena tirar suas bundas de casa e ir ao teatro ver Teresa e o Aquário, que é um espetáculo irônico, divertido, catártico e muito bonito. E que produções de qualidade deveriam ser apreciadas por pessoas de qualidade e, quem melhor pra isso que vocês, nobres leitores. Hshshshshs.

Claro, infelizmente, o convite é só pros de Porto Alegre (e vai até dez de maio). Por enquanto. Quando rolar tour eu aviso, pódexa.

Era isso, siligão.

Por MAriana Messias


Clique aqui e veja o blogue da MAriana!

todos falam do mar, e de amar

O céu, a terra, o vento sossegado,
As ondas que se estendem pela areia,
Os peixes que no mar o sono enfreia,
O noturno silêncio repousado;

O pescador Aonio que, deitado
Onde co´o vento a água se meneia,
Chorando, o nome amado em vão nomeia,
Que não pode ser mais nomeado.

"Ondas (dizia), que antes Amor me mate,
Tornai-me a minha ninfa, que tão cedo
Me fizeste à morte estar sujeita".

Ninguém responde; o mar de longe bate;
Move-se brandamente o arvoredo;
Leva-lhe o vento a voz, qu´ao vento deita.

(Luis Vaz de Camões)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

NOVO ESPETÁCULO DA CIA. Previsto pra NOVEMBRO!



A Cia. Espaço em BRANCO acaba de ganhar seu terceiro prêmio de montagem teatral, o Mirian Muniz, financiado pela FUNARTE. O espetáculo HOMEM QUE NÃO VIVE DA GLÓRIA DO PASSADO conta a história de um nerd trancafiado dentro do seu apartamento num presente paralelo apocalíptico onde todas mulheres do mundo foram misteriosamente exterminadas.

O personagem principal será acionado pelo encenador e performer João de Ricardo e a direção compartilhada entre ele e Bruno Gularte Barreto, que assina também o texto. Este será o quarto espetáculo da Cia., com estréia prevista para novembro. A peça é mais um passo na investigação do teatro como espaço para a fusão de linguagens artísticas, misturando a experiência multi-mídia, o corpo em ação e o universo das artes visuais.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Para entrar na água você não precisa de sapatos




Tramandaí RS Brasil, domingo, 19 de abril de 2009.

domingo, 19 de abril de 2009

o domingo foi muito lindo =D

dia lindo hoje né uma beleza a chuva
vontade de sair voando por entre as nuvens
tem um dia lindo acima das nuvens
acho o dia das nuvens lindo
mergulharia nelas
estava pondo meus pés na água, mas não havia água ali, era apenas as madeiras e o concreto do piso do quarto rajado de canos elétricos e os pés mergulhando macios

herdei essa insônia da minha mãe
a luz fere os olhos de sobremaneira
nem fechando as pálpebras deixo de ver
as mitocondrias são uma herança materna
ae preciso me esconder em lugares realmente escuros
e mesmo assim não durmo
condenado a ver e ouvir tudo
mergulhar numa nuvem fundo

Possession & Teresa

um amigo viu a peça e me manou o link
enjoy
tnkx!
=D

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mar costeiro de mim

Quando penso que a onda veio, fui eu que caminhei até a água.
Minha ilha está ficando maior e mais deserta a cada passo
Meu mar é só repuxo

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Matéria na Vista - revista de Skate

Suuper legal!! Uma matéria sobre um espetáculo de teatro é publicada numa revista de skate brasileira!
Para ler o que Gue Martini escreveu sobre Teresa e o Aquário na edição 23 da revista Vista,
entre no site aqui e faça Download em PDF da Vista 23 (descendo pela faixa à direita na página da revista). A matéria leva o título "Poesia Translúcida" na página 24 da revista.

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

De volta a Cartaz em ABRIL

Teresa e o Aquário entra em cartaz dia 10 de abril
na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura (Érico Veríssimo 307),
sempre sextas e sábados às 21h e domingos às 20h,
até 10 de maio!!

Os ingressos custam:
R$ 20,00 inteira
R$ 10,00 idosos, estudantes e classe artística
R$ 16,00 Clube do Assinante ZH

quarta-feira, 1 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

Comentário sobre o Teresa no Ocidente

Comentário publicado no VACASMAGRAS

blog do amigão KERO


Teatro: Teresa e o Aquário

Até pouco tempo não estava acostumando a frequentar teatros, aos poucos, influenciado por alguns amigos, assisti algumas peças. Então não tenho parâmetros para "criticar" ou filosofar sobre, mas posso expressar-me como um simples espectador.

Ao chegar no local, descobri que poderia assistir a peça bebendo uma ceva gelada, o que me deixou mais animado hehehehe =p
Teresa e o Aquário não trata-se de uma forma teatral tradicional, pela primeira vez, estava em um cenário completamente mutável onde os dramas de um casal transmite um emaranhado de dúvidas, sentimentos e coesões. O que parecia tão obvio aos olhos do espectador ao vislumbrar Teresa (Sissi Venturin) e seu amado (Lisandro Belloto), torna-se em uma viagem nas profundezas de sentimentos sombrios. O roteiro não segue uma linha continua é como se estivesse vasculhando um grande labirinto da vida dos personagens. Com a ajuda de recursos multimidia a peça parece alternar de cenário inumeras vezes com videos, luzes e imagens trazendo mais vida àqueles dramas. O espaço Ox parece se encaixar com esta proposta do diretor João de Ricardo, aproximando a platéia deste aquário, completando esta imersão ao mundo complexo de Teresa resultando em uma grande riqueza de detalhes.

Vale conferir, mas não esqueça, próxima quarta (25/03) será a última apresentação.

Em cartaz no Espaço Ox a peça Teresa e o Aquário .Dirigida por João de Ricardo(Andy/Edie - 2006 e Extinção - 2005), com Sissi
Venturin e Lisandro Belloto. Texto de Diones Camargo e da CIA espaço EM BRANCO, inspirado em Teresa ainda olhava para o Aquário, de Luciano Mattuella.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Clarice e o Mar

"A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Lóri está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização da Natureza. A coragem de Lóri é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem.
Vai entrando. A água salgadíssima é de um frio que lhe arrepia e agride em ritual as pernas.
Mas uma alegria fatal – a alegria é uma fatalidade – já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seu mais adormecido sono secular.
E agora está alerta, mesmo sem pensar, como um pescador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda – e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido secreto.
O caminho lento aumenta sua coragem secreta – e de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda! O sal, o iodo, tudo líquido deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo – espantada de pé, fertilizada."
(Clarice Lispector - "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres")



Escultura de Anneke de Witte
http://www.robbohle.nl/21gal-beeld/0ovbeeldhouwers/annekedewitte01nl.html

domingo, 22 de março de 2009

por Fernando Bakos

Recebemos do artista, e querido amigo, Fernando Bakos este comentário sobre a estréia da peça.
Muito obrigado, estamos lisonjeados!

"Em 2008 pude estar perto e sentir a energia criativa transbordante de artistas como Richard Serra, Philip Glass, Robert Wilson, Daniel Libeskind, David Lynch, Laurie Anderson e Meredith Monk.
Alguns dos meus ídolos máximos no panteão de gênios eternos. Transgressores e libertários de linguagens em suas realizações.
Depois de assistir fascinado a estas pessoas discursando e atuando com uma integridade e originalidade exemplares, o ano não poderia ter se encerrado de melhor forma.
Assistir a estes gênios é sempre um prazer, reconhecer como sustentam sua postura criativa com sabedoria e elegância. Contemplar a reafirmação de sua genialidade é uma satisfação para a alma.
Seria quase melancólico vê-los chegar e partir levando consigo suas experiências, sem deixar marcas, rastros e transformações (como parece geralmente ocorrer nesta cidade, estado, país, continente, hemisfério - não tenho mais certeza se é um fator geográfico). Então ter estado na platéia do Theatro São Pedro para assistir a Teresa e o Aquário ao final do ano, com todas estas presenças na memória foi uma afirmação definitiva de que fica um rastro, que há ainda um grupo pensante e atuante aqui que absorve, reflete, repercute e discute a herança artística deste grupo de gênios.
Vi no palco um pouco de cada e mais uma infinidade de referências e coerências com o que admiro de melhor de todas artes.
Que felicidade. Posso dizer que talvez uma alegria maior do que ter recebido "as matrizes", foi saber que aqui elas frutificam com a qualidade e vitalidade visiveis em Teresa e o Aquário."

sexta-feira, 13 de março de 2009

No Espaço OX

ATENÇÃO!!!
A peça começa às 21h no Espaço OX, nas quartas-feiras, dias 18 e 25 de março.
O Bar abre entre 20h e 20h30.
O ingresso custa R$ 15,00 valendo uma cerveja.

quarta-feira, 4 de março de 2009

TERESA E O AQUARIO 2009


2009 a peça volta a cartaz no Espaço Ox do Bar Ocidente, nas quartas-feiras de 11 a 25 de março às 21h, e em seguida na Sala Álvaro Moreyra, de 10 de abril a 10 de maio, sextas e sábados às 21h e domingos às 20h
www.teresaeoaquario.carbonmade.com
www.teresaeoaquario.blogspot.com

segunda-feira, 2 de março de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Crítica escrita na APLAUSO

O querido amigo, professor, diretor, ator, articulador, teórico e poeta e professor e quantas coisas mais.... Luiz Paulo Vasconcellos escreveu na Revista APLAUSO deste mês uma crítica sobre o novo espetáculo da Cia. Espaço em BRANCO, que vcs ja devem estar carecas de saber, foi dirigido por mim. Poxa, quanta generosidade nas suas palavras. Agradeço muito, querido, o escrito e compartilho aqui com os amigos da web.



_Teresa e o Aquário

Luiz Paulo Vasconcellos

Eu, que nasci no tempo do bonde e das máquinas Remington, confesso que nunca tive grandes dificuldades para acompanhar o surgimento de obras de alguns dos mais revolucionários ícones do modernismo - Dali, Bracque, Boulez, Ionesco, Beckett, Joyce, Kafka - mas confesso que tenho muita resistência para reconhecer legitimidade e coerência em obras situadas no contexto do pós-modernismo. Para mim, pós-moderno passou a ser apenas um recurso retórico, um discurso acadêmico, sem uma obra sequer, fosse em teatro, cinema, literatura, música ou artes plásticas, que configurasse, desse vida e representatividade a tal conceito. Até a estréia de Teresa e o Aquário, baseada num conto de Luciano Mattuela, com direção de João Ricardo, agora pós-modernamente auto-intitulado João de Ricardo. Mas deixemos de lado a inutilidade da partícula de ligação e voltemos à obra do jovem encenador.

João Ricardo - foi assim que o conheci e é assim que o tratarei até a morte - foi no início de sua carreira aquilo que os franceses chamam de enfant terrible, ou seja, um inconformado com as linguagens vigentes, um pesquisador, no melhor sentido da palavra, de narrativas que agregassem meios diferentes, corporais, visuais, sonoros, abordando temas geralmente transgressores ou, pelo menos, fora das convenções usuais. Foi assim que ele dirigiu Serpente: Pulp & Nelson Rodrigues, do próprio Nelson, Shopping and Fucking, de Mark Ravenhill, Extinção, a impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, livremente inspirado numa peça de Nicky Silver, e Andy/Eddie, de Diones Camargo, seu último espetáculo antes de se mandar para Campinas para fazer o Mestrado. Dois anos depois ele está de volta e nos trás esta Teresa e o Aquário - como posso definir? - a mais concreta, orgânica e representativa experiência pós-moderna que já tive a oportunidade e o prazer de assistir nesta minha já longa vida pós-bonde e pós-máquinas Remington.

Pós-modernismo, pelo menos para mim, sempre se aproximou mais de uma negação do que de uma afirmação com identidade própria. Ou seja, ser pós-moderno era não ser isto ou aquilo, o que o espetáculo de João Ricardo vem negar. Ou polemizar. Ou contestar. Não importa. O que importa é que o espetáculo existe, tem forma e conteúdo, se fundamenta num princípio de fusão de linguagens, embora mantendo o pés na terra do referencial dramático. Mesmo que pós-dramático. Deu pra entender?

Em Teresa e o Aquário não há narrativa contínua, ou seja, não há uma história sendo contada, começo-meio-fim, causa e conseqüência, essas coisas, mas na medida em que os recursos de linguagem avançam - ator, gesto, movimento, espaço, palavra, corpo, vídeo, foto, cinema, música, som, luz - os signos vão adquirindo sentido e, automaticamente, você, espectador, vai formando na sua cabeça uma história, a sua história, talvez até diferente da que está sendo formada na cabeça do cara que está a seu lado, mas que, no fim de contas, tece o desenvolvimento narrativo. E aqui, então, as coisas se fundem. Relato, estética, política, psicologia, comportamentos, emoções, valores, códigos, tabus, tudo vai se ligando na medida em que o jogo das linguagens vai avançando, acelerando, os silêncios vão se impondo, as formas vão se contrapondo. Afinal, não seria o pós-moderno aquilo que apresenta o inapresentável? No espetáculo de João Ricardo são as formas que nos sugerem os sentidos, criam o elo de ligação entre sujeito e vontade, vontade e emoção, emoção e razão, razão e certeza, certeza e possibilidade.

Como todos nós sabemos, teatro é uma arte coletiva. E o coletivo em Teresa e o Aquário é a soma de individualidades poderosas: Sissi Venturin e Lisandro Belotto, os atores, no melhor de suas carreiras; Diones Camargo na dramaturgia; multimídia de Bruno Gularte Barreto; iluminação de Liliane Vieira e música de Roger Canal.

Última cena: a platéia. A do Theatro São Pedro, na noite da estréia, não era necessariamente uma platéia de teatro, muito menos de um tipo de teatro, teatro-arte, teatro-pesquisa, teatro-porrada, teatro-transgressão. Havia o fato de ser o resultado de mais um Prêmio Habitasul de adaptações literárias, havia um desfile de modas antes da apresentação, essas coisas. Pois às dez da noite começou o espetáculo. E durante duas horas o silêncio que se impôs era desconcertantemente eloqüente. Era comovente. Ao final, aplausos, sinceros e insistentes. O recado estava dado. Cada um havia entendido alguma coisa. E todo mundo estava emocionado. Valeu, João de Ricardo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dois Corações



Quando dois corações se amam de verdade
não pode haver no mundo maior felicidade
tudo é alegria, tudo é ilusão
que bom que não seria se eu tivesse um amor

(Jards Macalé e Waly Salomão, cantada por Lygia Clark)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Temporadas 2009

Espaço OX do Bar Ocidente
11, 18 e 25 de março
quartas-feiras às 21h
R$ 15,00 valendo uma cerveja
O Bar estará aberto desde às 20h

Sala Álvaro Moreyra
(Rua Érico Veríssimo 307)
de 10 de abril a 10 de maio
sex e sáb às 21h
dom às 20h
R$ 20,00 inteira
R$ 10,00 estudantes, idosos, classe
R$ 16,00 Clube do Assinante ZH