quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Texto do edu em seu log sobre o workshop!
*foto by Bruno Gularte Barreto
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
workshop - fotos de Bruno Gularte Barreto
segunda-feira, 28 de julho de 2008
WORKSHOP!
WORKSHOP!
teresaeoaquario@gmail.com
pedimos uma pequena carta de intenção, nome , idade e profissão. As vagas, por motivos de espaço, estarão limitadas a 15 inscritos.
a programação do ano além de material referencial do processo está em
www.teresaeoaquario.blogspot.com
Um aquário despedaçado.
chegar em casa
fixou seu olhar
não havia modo de tirar Teresa da frente daquele aquário
Sentei ao seu lado carregado por uma espessa camada de dia-a-dia colhida lá fora
A gravata me apertava a palavra que insistia em desistir na minha garganta.
Desfiz o nó, o aperto restou
Beijei a testa de Teresa
Olhei para nada encontrar no aquário
Chamei Teresa pelo nome três vezes
Fui para o banho fazer-me água para que Teresa me olhasse
dia 2
trouxe flores
uma tentativa de suicídio
Nem eu sabia como o olhar de Teresa ainda não tinha se afogado naquele aquário
Coloquei as rosas sobre as pernas daquela estátua de silêncio e silêncio
Esperei
Desfiz-me num pranto leve e amortecido pela fumaça de um cigarro
pedi que a empregada dissesse algo
Deixei a empregada falando sozinha
Fingi
Fingi
Fingi
Jantei sozinho
a voz eletrônica da televisão desfez tudo o que ainda me era humano
meu corpo sentia saudades do dela
3 dia
Seu peito respirava – que não era mais ela, mas o peito dela
o olhar de medusa de minha esposa
os peixes que petrificavam Teresa
Passei a mão pelos seus cabelos de pedra
Quis beijá-la, a palavra aprisionada na minha garganta não permitiu
o escravo débil e estúpido de uma mulher de pedra
A empregada, com o espanador, limpou
encontrou o meu olhar reprovador
Pedi que se retirasse de minha casa e nunca, nunca mais voltasse.
no 4 dia...
cheguei em casa acompanhado de Paula
não gostou do aquário lembra coisas da minha mãe
não deu por conta que Teresa se fazia pedra ali, no meio da sala
Perguntei se ela queria tomar algo, pediu-me um copo de suco de laranja
tomei um copo de uísque
caí no sofá e adormeci
Acordei com Paula a me beijar o pescoço e me dizer coisas de mulher vivida no ouvido
Fiz de Paula uma Teresa
Teresa adquiria já uma cor azulada fingida de cinza, a cor de um barco cujos marinheiros já tenham se calado
adormeci o resto de noite e preparei-me para ser um resto de homem no dia inteiro
5 dia
Na manhã seguinte, deixei Paula dormindo e fui trabalhar
Paula me disse já ter arrumado um pouco as coisas
Vi ao redor do aquário um punhado de peixes mortos, Paula não teve coragem de tirá-los dali
Fui tomar banho
vi que ela estava cozinhando algo
batia com força em dois pedaços grandes de bife
Assisti ao programa de esportes tomando mais um copo de uísque, meu terceiro no dia.
Jantei solitário, novamente eu e Paula
Cuidei se as portas estavam fechadas
tranquei as janelas
transei com Paula na mesa da cozinha
dei comida para o cachorro na rua
fechei a torneira do banheiro que insistia em pingar
Sonhei com peixes e com um mar bravo
sonhei com a palavra que se desfazia em meu de dentro
Quando acordei no dia seguinte, não lembrava nem da palavra nem do mar, mas tinha um cheiro de maresia nas palmas das mãos.
percebi que ela tinha esquecido o martelo de bife em cima da mesa
Não me dei ao trabalho de guardar
dia 6
Voltei do trabalho cansado
eu queria aproveitar a noite
Paula me esperava com duas velas acesas sobre a mesa da cozinha, dois filés ao molho madeira e uma garrafa de vinho tinto aberta
Beijei-a como nunca
cheirei seu cabelo
mordi de leve o seu lábio inferior
Ela serviu-me de vinho
Comi com a tranqüilidade da resignação, os braços frouxos de tanto esquecer
Paula contou-me do seu dia de mulher de casa
de assistir televisão
de ler um romance barato
de conversar com os vizinhos
de pensar em ter filhos
Paula tinha arrumado algumas coisas
A nova empregada varreu para fora de casa os estilhaços de Teresa
o conto de mattuella : magneto narrativo - lírico do projeto
| Teresa ainda olhava para o aquário |
| Ao chegar em casa , percebi que Teresa ainda olhava para o aquário. Pediu-me, de presente de aniversário, um aquário de peixes coloridos. Logo fixou seu olhar num peixe pequeno, talvez o menor, vermelho com algumas pintas em preto. Como que tingido. Desde então não havia modo de tirar Teresa da frente daquele aquário, seu presente. Ela ainda vestia o pijama azulado – puído nas pontas de tanto me desamar à noite -, os cabelos soltos sobre os ombros entristecidos. Os cabelos também de pontas puídas de tanto peixe a se fazer olhado. Sentei ao seu lado carregado por uma espessa camada de dia-a-dia colhida lá fora, na rua de um trabalho que me amedrontava. Dinheiro para Teresa, para dar presente à Teresa. A gravata me apertava a palavra que insistia em desistir na minha garganta. Desfiz o nó, o aperto restou, como uma cólera que não tem vez de sair. Beijei a testa de Teresa, meus lábios imundos de poluição e cansaço deitando no aroma de sabonete de minha esposa. Olhei para nada encontrar no aquário, apenas peixes. E o vermelho era o mais sem graça. Chamei Teresa pelo nome três vezes. A quarta tentativa perdeu-se numa mistura de tristeza e fim de dia. Fui para o banho fazer-me água para que Teresa me olhasse. Dormi sozinho. No dia seguinte , trouxe flores para Teresa. Três rosas vermelhas: tive o cuidado de tirar os espinhos. As pétalas amarronadas nas pontas delatavam uma tentativa de suicídio. Nem eu sabia como o olhar de Teresa ainda não tinha se afogado naquele aquário. Coloquei as rosas sobre as pernas daquela estátua de silêncio e silêncio. Esperei. Nem olhar, menos palavra. Desfiz-me num pranto leve e amortecido pela fumaça de um cigarro que eu tinha fumado ali fora. Que Teresa me odiava fumante, me odiava amante. Coisa a fazer não me passava pela cabeça, pedi que a empregada dissesse algo: “[ pela manhã vassoura pela casa, pela tarde tirar o pó dos móveis e à tardinha ver um pouquinho de novela que também não se é de ferro nem menos de aço, não é, doutor? ]” Deixei a empregada falando sozinha, fingi que a escutava. Fingi. Fingi que minha esposa olhava para mim e perguntava se eu queria suco ou leite. Fingi que tinha derramado um pouco de suco no chão, esperando que ela risse do meu modo desajeitado. Tirar o pó. De onde mesmo? Tirar o pó dos móveis. E minha esposa, imóvel? Jantei sozinho, olhando o jornal de três dias que ainda insistia sobre a mesa. Pensei chamar a empregada, desisti: a voz eletrônica da televisão desfez tudo o que ainda me era humano. Senti o perfume de Teresa, mas era só lembrança: meu corpo sentia saudades do dela. No terceiro dia, Teresa estava ainda mais quieta. Seu peito respirava – que não era mais ela, mas o peito dela – na lentidão cadenciada pelo mundo à sua volta. Os peixes, agora pareciam tantos, como se fossem multiplicando dentro do aquário. Eram muitos, demais, pequenos corpos se esfregando e se debatendo uns contra os outros em busca de. Em busca de quê? Do olhar de medusa de minha esposa? Ou os peixes que petrificavam Teresa? Passei a mão pelos seus cabelos de pedra. Em sua face, uma única lágrima dura e gelada tinha escorrido até quase chegar ao lábio. Quis beijá-la, a palavra aprisionada na minha garganta não permitiu. Eu era o escravo débil e estúpido de uma mulher de pedra. A empregada, com o espanador, limpou os vasos sobre a mesa, as cadeiras de madeira, a mesinha do aquário. Estava a meio movimento na direção de Teresa quando encontrou o meu olhar reprovador. Pedi que se retirasse de minha casa e nunca, nunca mais voltasse. “[ mas doutor, a senhora não volta mais pra essa vida, não. ]” Fiz um sorriso estilhaçado em meus lábios. No quarto dia , cheguei em casa acompanhado de Paula, uma antiga amiga. Paula não gostou do aquário, [ lembra coisas da minha mãe ], e quase não deu por conta que Teresa se fazia pedra ali, no meio da sala. Perguntei se ela queria tomar algo, pediu-me um copo de suco de laranja. Com muito gelo. Por minha vez, tomei um copo de uísque. Fiz-me amargo e silencioso, caí no sofá e adormeci o sono dos ingratos. Acordei com Paula a me beijar o pescoço e me dizer coisas de mulher vivida no ouvido. Fiz de Paula uma Teresa e, por aquela noite ao menos, fui feliz como há algum tempo não era. Os peixes seguiam aumentando de número, mais um pouco transbordariam pela borda do aquário. Teresa adquiria já uma cor azulada fingida de cinza, a cor de um barco cujos marinheiros já tenham se calado. Solitário, eu e Paula, adormeci o resto de noite e preparei-me para ser um resto de homem no dia inteiro que tinha pela frente. Na manhã seguinte, deixei Paula dormindo e fui trabalhar. Na volta para casa , Paula me disse já ter arrumado um pouco as coisas, tudo parecia limpo e a louça estava lavada. Vi ao redor do aquário um punhado de peixes mortos, Paula não teve coragem de tirá-los dali. Fui tomar banho com o sabonete que Paula tinha comprado. Ao passar pela cozinha, vi que ela estava cozinhando algo, batia com força em dois pedaços grandes de bife. Assisti ao programa de esportes tomando mais um copo de uísque, meu terceiro no dia. Jantei solitário, novamente eu e Paula. Cuidei se as portas estavam fechadas, tranquei as janelas, transei com Paula na mesa da cozinha, dei comida para o cachorro na rua e fechei a torneira do banheiro que insistia em pingar. Sonhei com peixes e com um mar bravo, sonhei com a palavra que se desfazia em meu de dentro. Quando acordei no dia seguinte, não lembrava nem da palavra nem do mar, mas tinha um cheiro de maresia nas palmas das mãos. Paula continuava dormindo. Ao passar pela cozinha, percebi que ela tinha esquecido o martelo de bife em cima da mesa. Não me dei ao trabalho de guardar. Voltei do trabalho cansado , era sexta-feira e eu queria aproveitar a noite. Paula me esperava com duas velas acesas sobre a mesa da cozinha, dois filés ao molho madeira e uma garrafa de vinho tinto aberta. Beijei-a como nunca havia feito de ninguém tão mulher, cheirei seu cabelo de menina crescida e mordi de leve o seu lábio inferior. Ela serviu-me de vinho. Comi com a tranqüilidade da resignação, os braços frouxos de tanto esquecer. Paula contou-me do seu dia de mulher de casa, de assistir televisão, de ler um romance barato, de conversar com os vizinhos, de pensar em ter filhos. Paula tinha arrumado algumas coisas. A nova empregada varreu para fora de casa os estilhaços de Teresa.. |
domingo, 27 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Eu e o Rô estaremos lá!!!!!
IV Festival de Apartamento
com as apresentações confirmadas das performances:
Sorvênus
do Grupo AcompanhiA,
com José Roberto Sechi, Rodrigo Emanoel Fernandes,
Ludmila Castanheira e Thiago Buoro;
Infanto
Estranho, eu não sou Hamlet
de Flávio Rabelo;
mel-o-drama
Casulo n.º 1
de João de Ricardo;
Desde la peninsula a la isla
de José Roberto Sechi & Viviandran (Chile);
In progress
de Isabella Santana;
Barão Geraldo, Campinas/SP.
O homem no bueiro

O homem enfaixado brilha na luz, e seu reflexo é multiplicado pelas placas espelhadas ao seu redor. Como um rato de labortatório ele é calmo e obediente. Está sendo estimulado e inspecionado pelos observadores que comparam sua ossadura com os esqueletos de ruminantes e humanos. Ele está deitado enquanto seus pêlos são colados com fitas durex. Os espelhos o refletem e ele pode acompanhar toda a cirurgia admirando e tocando-se. Ele ainda pode respirar ou falar, mas se mantém calado. Quando finalmente é liberado grunhe de dor por ter as faixas descoladas, dança nu, e salta pela janela, surpreendentemente.
Uma história rasa
A torneira vazia, nem um pingo, não havia água no chuveiro nem no vaso sanitário. Estava tudo vazio e a água no chão penetrando no concreto, na madeira, nos tecidos, pingando na cortina.
Ela pegou o peixe e o colocou na palma da mão.
Ele sabia que faltava pouco. Ele já não conseguia respirar e sufocava aos poucos. Ela achou melhor colocá-lo no pouco de água do aquário para que pelo menos sua pele não ressecasse. Ela ainda empurrou a cabeça do peixe no fundo do recipiente para que ficasse submerso, mas a água não era suficiente. Ele pensou que faltava muito pouco para que tudo aquilo acabasse, e lembrou de tudo que desejava e sonhava e que gostaria de ter dito e não disse, e do que gostaria de ter feito. E agora ele sabia que a qualquer momento tudo seria diferente, ou nem seria mais. E a voz dela ficava longe e lenta, e ele já não sabia se estava ali a horas, dias ou um minuto, porque nunca um minuto foi tanto tempo para saber de tanta coisa. E seu corpo não sacudia mais e ele decidira apenas relaxar a cauda e as barbatanas e manter os olhos abertos. Houve o momento então em que sua última inspirada involuntária travou as brânquias e ele pôde sentir seu coração palpitar lentamente e quase se força por mais duas vezes, e agora sentia pela última vez a água tocar suas escamas na metade submersa de seu corpo e pela última vez viu a garota pelo reflexo do vidro e pela primeira vez gostou de estar dentro do vidro e tê-la por perto, quando então esqueceu de tudo.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
A Cia. Convida!
teresaeoaquario@gmail.com
pedimos uma pequena carta de intenção, nome , idade e profissão. As vagas, por motivos de espaço, estarão limitadas a 15 inscritos.
o workshop ocorrerá sexta-feira, dia 01 de agosto, das 09h às 12h e das 14h às 18h.
Verbo - outra reportagem
interessante notar como a reportagem sob o pretenso intuíto de "comunicar" a todos, reduz as potências dos eventos. o que o entrevistador pergunta para as pessoas é , sendo super bonzinho, banal. "ganhou um moitará, e ai, ta feliz?"
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Tunga - Teresa - Desempenho
Engraçado a Sissi achar os cabelos da abramovic após a experiência de ontem. Engraçado eu me lembrar das tranças do tunga, que são cabelos e acabar achando essa ação dele, que se chama teresa. teresa é o nome da corda feita de lencois e cobertores que os presos usam para tentarem a liberdade.
está tudo definitivamente conectado
ahh esses trançadosss!
legal ver tmbm os objetos que estão na cama do cara. um relógio, um controle remoto e uma caveira.
não é massa?
E ter os membros mutilados por qualquer motivo que não seja meu desejo ou responsabilidade me enraivece pois é agressão e não sou tão patética e passiva que deixe isso em vão e compreenda o teu desejo de nem pensar se eu ou qualquer pessoa será atingida pelo teu grande salto no irracional que fantasia a arte e é apenas descabido e nojento porque sim atinge e dói e mata e não vale a pena o salto por isso.
e peço desculpas pela minha agressão.
No dia seguinte encontro estas imagens dou risada. meu amigo me liga pedindo o telefone do meu cabeleireiro e minha vizinha faz alguma coisa com fitas durex, e as desenrola tão forte que escuto da janela da cozinha
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Pra não dizer que não falei de Orlandos
O livro começa com um relato da derrota do Duque Namo na guerra de Charlemagne. Angelica escapa e encontra Rinaldo procurando seu cavalo, Bayardo. Angelica foge de Rinaldo, e encontra o sarraceno Ferrau. Rinaldo e Ferrau lutam, depois fazem uma trégua e compartilham um cavalo para procurar Angelica. Ferrau busca seu elmo e encontra o fantasma de Angelica. Angelica foge e adormece numa gruta onde é despertada por um cavaleiro que se lamenta, Sacripante. Angelica manipula Sacripante e ele planeja violentá-la. Angelica engravida de Sacripante e finalmente encontra Bayardo"
Além desses Orlandos citados acima (o do Ariosto e o do Boiardo), existe, é claro, um que é referência contemporânea inquestionável: Orlando, de Virginia Woolf. A vida de um homem (depois mulher) vagando pela humanidade por mais de trezentos anos. Para aqueles que alegarão que as referências anteriores são antiquadas, duvido se manifestar contra este aqui! 
Bom, espero ter demonstrado neste post que essa coisa de nomes às vezes pode soar como mau gosto simplesmente (o que é um assunto apenas do autor com sua obra, diga-se de passagem), e lembrar que tem uma regrinha muito antiga e perversa que nos ensina que na maioria dos casos o nome de um personagem traz em si alguma significação que vai além da própria sonoridade. Ou vai me dizer que vocês também pensavam que Marte era apenas nome de planeta? Tá, o caso do Orlando da Glória Pires é uma exceção à essa regra.
Ah, e espero também não ter de explicar a mais ninguém que o roteiro de Teresa e o Aquário foi escrito numa tarde de Domingo - entre visitas em casa e chamadas no celular - baseando-me nas reuniões e idéias anteriomente propostas por dois dos integrantes da equipe. Sendo que um havia sido afastado há poucos dias e o outro é o principal proponente do projeto. Gente, o Ariosto trabalhou 30 anos pra deixar Orlando Furioso pronto! Vocês acreditaram mesmo que sairia algo genial em uma tarde???!!!
Com o mesmo humor mordaz dos comentários que eu ouço: Muáh! pra vocês!
terça-feira, 22 de julho de 2008
segundo mergulho
http://www.youtube.com/watch?v=70c-g0j5Qcc&feature=related
esse é o mais lindo, recomendo.
o Corpo está OBSOLETO
Conscar e Frrrk Guys apresentam a primeira conferência de body art e body modification do Brasil: Frrrkcon 000.1.
A proposta do evento é trazer à tona discussões pertinentes ao universo da body art como um todo e fazer com que a troca de informações entre profissionais e admiradores, possa fluir naturalmente num espaço e tempo pré-estipulados e devidamente recheados de atrações que estiguem reflexões acerca do corpo.
Como diz Stelarc, "o corpo não como um assunto mas como um objeto - não objeto de desejo, mas como um objeto para desenho"
Video do coração
segunda-feira, 21 de julho de 2008
AGENDA

agenda::
01 de agosto, às 12:30
chat com João de Ricardo
em www.palcohabitasul.com.br
01 de agosto, das 9-12h as 14-17h
workshop* com João de Ricardo
no DAD - UFRGS - Rua General Vitorino, 255
Telefone(s): (51) 3308-4371 / (51) 3308-4374
07 de outubro, às 15h
chat com Diones Camargo
em www.palcohabitasul.com.br
08 e 09 de outubro, às 14-17h
workshop* com Diones Camargo
no Teatro de Arena, Avenida Borges de Medeiros ,835
telefone: 3226.0242
em novembro e dezembro
ocorrerão 4 ensaios abertos a serem confirmados e marcados por esse site e divulgados na imprensa
20 de dezembro, às 21h
estréia >>> Theatro São Pedro, Praça Mal. Deodoro, s/nº. Porto Alegre/RS - CEP: 90010-300 - fone: (51) 3227 5300
*os workshops são gratuitos e vc se inscreve mandando um email de intenção com seu nome completo, idade e profissão para:
teresaeoaquario@gmail.com
domingo, 20 de julho de 2008
DAVID WOJNAROWICZ

II - Arthur Rimbaud in New York series (1978-1979)

sexta-feira, 18 de julho de 2008
VERBO na VERMELHO
"Verbo 08" recebe 51 projetos e seminários sobre performance
Da Redação
ÁLBUM DE FOTOS
Divulgação
VEJA TRABALHOS QUE ESTÃO NA "VERBO 08"
Desde o dia 15, a galeria Vermelho, em São Paulo promove o evento Verbo 2008, que reúne performances e exposições.
O espaço recebe 51 projetos de fotografia, instalações, performances, e vídeos que pretendem abordar a relação com o espectador por meio do corpo. As apresentações seguem até o dia 19 e as exposições, até 9 de agosto.
A quarta edição do projeto "Verbo" oferece também, em parceria com o Centro Cultural São Paulo, o seminário "Verbo Conjugado", que discute aspectos da performance na arte, e o curso "Performance em Expansão, oferecido pelo Centro Universitário Maria Antonia, da Universidade de São Paulo.
A programação completa do evento pode ser consultada no site da galeria Vermelho.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Condança
Muitas questões interessantes uma uma curiosidade de ver o corpo na linguagem do vídeo.
aqui alguens vídeos vistos lá. A curiosidade nos leva lonnnge no tempo-espaço.
http://www.condanca.com.br/
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Metáfora da transformação que passa o artista no momento de criação, ou metáfora do próprio sujeito que ao mudar de casa, de universidade e de cidade, passa por transformações radicais, ou o corpo morto que de sete em sete anos deixamos para trás quando trocamos todas células do nosso corpo ou metáfora de qualquer transformação que seja significante para o ser, ou ainda outras possibilidades de leitura.Múltiplos olhares. A ação performática gera imagens que podem ser lidas por cada um de maneira diferente, o grau de penetração na obra vai depender das sensibilidades e vivências de quem percebe.
Body art porque envolve o corpo do artista que materializa suas ações. Materializa no próprio corpo. Sujeito da ação e objeto dela. Ações psicológicas vivem no reino da subjetividade, da invisibilidade. A performance traz essas ações para o campo do visível, da epiderme(da antipsicologia, segundo Deleuse). Não basta mais perscrutar possibilidades do que se passa no mundo interior dele, é preciso trazer para fora, tornar visível,transformar esse mundo em imagens. A performance propõe uma comunicação amplificada, direta e urgente com o público,e uma das vias de acesso é materializando as ações no espaço.

